Venda Coberta 101
Wednesday, November 26th, 2008 | Opções, venda coberta | 11 Comments
Se você ainda tem dúvidas sobre o que são opções, quais as obrigações e direitos de quem
vende ou compra, o que são strikes, etc, leia primeiro o post anterior: Opções 101.
Senão, vamos lá descobrir o que é venda coberta ou VC e quais as vantagens dessa operação. Tudo bem do começo.
Vamos imaginar uma situação hipotética
Agora, enquanto escrevo esse post, Vale5 está cotada a R$23,18. A opção ValeL24 está valendo R$1,38.
Imagine que você - que não possui nenhuma ação da Vale - liga para seu operador e pede a ele que venda um lote de 1000 (ou 1K) de ValeL24 . O que acontece? Na sua conta vão aparecer R$1.380,00. Menos a corretagem, claro.
Tentador, não?! Mas espere um pouco… Se você vendeu, do outro lado alguém comprou. Quando chegar o dia do exercício você precisará ter 1000 Vale5. Que você terá que comprar a mercado. Pronto, você acabou de descobrir o que é venda a descoberto.
Então agora imagine o seguinte cenário: você foi exercido a 24. O papel dispara. E lá vai você ao mercado buscar por 28,00 o que vai entregar por 24,00…
Parece um bom negócio, agora?!!
Antes de passarmos à VC, saiba que vender opções a descoberto - ou seja, sem possuir o papel em número igual ao das opções que está vendendo - pode levar a prejuízos ilimitados. Isso mesmo: ilimitados! Principalmente num mercado super volátil como o dos dias de hoje.
É impossível prever qual pode ser o prejuízo numa venda a descoberto.
Mas, para nunca se esquecer, escreva num post-it com caneta vermelha e pregue no seu computador: Jamais operar a descoberto!
Entendeu? Que bom! Você não precisa quebrar para aprender isso. Muita gente já quebrou na sua frente.
Voltando ao lado bom da Força
Você já deve ter mais ou menos adivinhado o que é a venda coberta. Você possui 1000 Vale5. Pode então vender 1000 (ou 1K) de opções da Vale. O dinheiro do prêmio entra na sua conta. É seu. Caso exercido, você terá 1K de papéis para entregar. Não é preciso fazer nada, eles simplesmente desapareceram da sua carteira. Você está protegido. Ou coberto. Se não exercido, os papéis continuam sendo seus.
Como fazer na prática
Você possui em sua carteira um lote de 1K de Vale5. Não importa se você comprou hoje ou se você já tinha antes. Você liga para seu operador e diz, quero lançar (ou vender) 1000 ValeL24 (ou L26,ou L28,vamos falar dos strikes daqui a pouco). Ele faz a operação e o dinheiro do prêmio entra na sua conta. Simples assim.
Basta ter o papel. Vale5 ou Petr4, não importa.
No próximo post vamos tentar entender um pouco como as opções são precificadas. Já ouviu falar em VI (valor intrínseco) e VE (valor extrínseco)? Os nomes são estranhos, mas os conceitos são simples. Vamos precisar deles quando formos escolher um strike para lançar.
obs: a maneira como essa operação foi descrita aqui é feita pela mesa, através do operador. Para fazê-la pelo home broker, não deixe de se informar em sua corretora sobre o procedimento correto.
Opções 101
Friday, November 21st, 2008 | Opções, venda coberta | 10 Comments
Comprar opção de compra, vender opção de compra, opções de venda, rolar strike, dentro ou fora do dinheiro, estar lançado, ser exercido… Não é à toa que operar opções espanta investidores iniciantes! O jargão pode ser complicado, mas algumas operações são mais simples do que parecem.
Vamos começar do zero?
O que é uma opção?
Vejamos um exemplo rápido:
Eu tenho um terreno bem grande e resolvo fazer um loteamento. Chego pra você e pergunto: amigo, quer comprar um lote por 30 mil reais? Você fica em dúvida, afinal não sabe se vai valorizar, o empreendimento é novo… Então eu ofereço a você a opção de comprar esse mesmo lote daqui a 2 anos pelos mesmos 30 mil reais. Em troca desse direito você me paga 2 mil reais.
Situação 1: dois anos depois o loteamento foi todo urbanizado e construiram um shopping perto. Os lotes valem hoje 50 mil reais. Você compra seu lote pelos 30 mil como é de seu direito. Eu tenho que devolver aqueles 2 mil que você me pagou por esse direito? Não.
Situação 2: dois anos depois o loteamento ainda não tem água ou luz e uma favelinha está se formando ao lado. Os lotes valem 10 mil. Você vai comprar o seu por 30 mil? Claro que não. Eu terei que devolver pra você os 2 mil que me pagou direito de compra? Também não. Seus 2 mil viraram prejuízo.
Acabamos de dar um exemplo de uma opção de compra, também chamada de call. Há também as opções de venda, ou puts, mas como no Brasil elas não têm liquidez, não vamos falar delas.
Portanto, todas as vezes que falarmos em opções neste post, estaremos falando em opções de compra ou calls.
Examinando o exemplo do loteamento
Eu vendi pra você a opção de comprar um lote no futuro. Ou seja, vendi uma opção de compra e tenho a obrigação de entregar o lote pelo preço combinado de 30 mil reais. Você comprou uma opção de compra e tem o direito de comprar ou não. Por esse direito você me pagou algo, o prêmio. A data 21/11/2010, quando fecharemos o negócio ou não, é o dia do exercício.
Resumo da ópera:
- quem vende - ou lança - opções tem a obrigação de entregar o papel (se for exercido, mas para não ser exercido podemos fazer algo que será explicado mais adiante)
- quem compra opções tem o direito de comprar o papel ou não
- o fechamento dessas operações se dá no dia do exercício, a 3ª segunda-feira do mês. Daí pra frente, as opções antigas deixam de valer e começa uma nova série.
Como funciona na prática?
Um exemplo: VALEK24
Vale é o ativo do qual a opção deriva, no caso Vale5.
K é o mês do exercício. A é janeiro, B é fevereiro, por aí vai, até L que é dezembro.
24 (ou 20, ou 22, ou 26) é o strike, ou seja, o preço que será pago pela ação em caso de exercicio. Os strikes variam de 2 em 2.
Várias ações possuem opções no mercado, com mais ou menos liquidez. Os papéis mais usados para operar opções são Vale5 e Petr4. Eu pessoalmente, só opero esses dois.
O que é possível fazer com opções?
Existem dezenas de operações possíveis usando opções, desde as mais arrojadas às mais conservadoras. É possível fazer travas de alta, de baixa, operações buscando taxa, travas de volatilidade…
Mas existe uma operação que é o pilar da minha estratégia que é a venda coberta. Pode ser chamada também de financiamento, pois você usa o dinheiro do prêmio para financiar parte da compra das ações. Acho que isso confunde um pouco, pois financiamento dá a impressão que se tomou dinheiro emprestado para a compra. Prefiro chamar de venda coberta, ou VC.
Entendendo os Strikes
Vamos pegar a série L - dezembro - de 2008 da Vale5 como exemplo.
Preço do ativo hoje (21/11/08) = 21,56
Preço das opções:
ValeL18 - 3,90
ValeL20 - 2,74
ValeL22 - 1,67
ValeL24 - 0,94
ValeL26 - 0,58
O strike L22 é o que está mais próximo do preço do ativo. Dizemos que ele está no dinheiro, ou ATM - at the money.
Os strikes L20 e L18 estão abaixo do preço do ativo. Estão dentro do dinheiro, ou ITM - in the money.
Os strikes L24 e L26 estão acima do preço do ativo. Estão fora do dinheiro, ou OTM - out of the money.
Entender esses conceitos é fundamental, pois vamos precisar deles quando formos escolher um strike para lançar nossas opções.
No próximo post, explicaremos como fazer sua primeira venda coberta, ou VC.
Uma luz no fim do túnel
Wednesday, November 19th, 2008 | Opções | 1 Comment
Venda Coberta, salvação da lavoura
Além do Batom na Bolsa, sou autora de outro blog chamado De Onde Vem a Calma. Nunca cheguei à conclusão se o título indaga ou afirma. De qualquer forma, acredito que na Vida a calma está em viver com simplicidade e atitude.
Já na Bolsa… De onde vem a calma? A calma vem da estratégia. E da disciplina de segui-la à risca.
Com pouco tempo de mercado, percebi que operar em todas as pontas pode resultar em perdas ou num zero a zero decepcionante. Não há como ganhar vendido, comprado e lançado, tudo ao mesmo tempo agora.
Passado o pânico e tomada a decisão de não abandonar o mercado, fui buscar minha estratégia. E encontrei aquela que me deixa mais confortável, menos estressada e possibilita uma recuperação lenta, porém consistente.
Sim, para mim, o que funciona no momento é a venda coberta de opções. Ela remunera minha carteira, permite que aumente meu número de papéis e baixa o preço médio deles. E com alguma sorte, ainda sobra um troco no final.
No próximo post, vou tentar desmistificar um pouco essa estratégia tão vencedora, mas que ainda confunde muitos investidores iniciantes.
Para explicá-la da forma mais didática possível, vamos começar entendendo o que são opções e oque elas podem fazer por nós.
Pausa pra pensar
Tuesday, November 18th, 2008 | Diário da Crise, Sobre a Bolsa e a Vida | 3 Comments
Frustração, dúvida, indecisão, falta de rumo. Vários verbos conjugados no passado: era, podia, devia, foi… Passado este que poderia tanto ter sido ontem, quando o erro ainda era possibilidade de acerto.
O que é pior quando a gente perde? A falta do dinheiro, resultado de alguns anos de trabalho? Planos adiados por que o futuro virou pó? A idéia fixa de que o esforço desprendido em cima de livros e gráficos foi em vão?
O pior é a sensação de fracasso.
Quando a gente erra, acredita que só a gente errou. Leva o prejuízo pra casa, embrulhado na própria impotência, quase como um troféu. O mundo inteiro está ganhando, só você está perdendo.
A verdade é que nunca se perdeu tanto no mercado. Referência, esperança, coragem, rumo… e claro, dinheiro.
Um consolo? Cada centavo foi perdido na tentativa de acertar. Ninguém perde de propósito. Investir na Bolsa é arriscado, mas a Vida também é. Quando investimos corremos riscos. Inclusive de ganhar.
Se você já foi criança sabe que a Vida é parecida com um jogo. Uma hora vem a virada e quem marca o gol é você, que termina entendendo que tudo faz parte do jogo: atacar ou chutar para a lateral. O que importa é que a bola esteja em campo.
Eu vou continuar jogando. Tudo, menos a toalha. Eu me recuso a ficar sentada no banco de reservas da Vida.
PS - Este post é dedicado a todas as pessoas que perderam dinheiro na Bolsa. Há maneiras de recomeçar. Há estratégias para se recuperar. Vamos esperar pela volta, não do mercado estável e altista, mas da nossa própria calma e equilíbrio. Enquanto isso não acontece, por favor, não façam nada.
Começa a Aventura
Sunday, November 9th, 2008 | Diário da Crise | 2 Comments
30 de Setembro de 2008
É como sempre digo e morrerei dizendo: tudo passa nessa vida. Até pânico no mercado.
Depois do caos os ânimos amanheceram mais calmos. Algum tipo de solução começava a se esboçar e todos sabiam que providências seriam tomadas pelo governo americano e de outros países para não deixar o mundo quebrar.
Já que o mercado parecia se recuperar e as ações da Petrobrás continuavam cruzadas nas MM - e eu já estava em Petr até o pescoço - comprei mais um pouco. Nem imaginava o que ainda estava por vi, um verdadeiro rally de altas e baixas astronômicas, e pensei que colocar meu dinheiro num papel tão forte não representava risco quase nenhum. Como de hábito, vendi calls: PetrJ34.
O dinheiro entrou, mas eu estava pocisionada num strike perigosamente perto do meu preço médio no papel. Então adotei algo que me ajudaria demais nos dias caóticos que estavam por vir: num caderninho eu anotava cada operação, o que passava pela minha cabeça quando havia feito, os possíveis resultados e o que eu poderia fazer se o mercado subisse, caisse ou andasse de lado. E é graças a esse caderninho que esse blog está sendo escrito.
Nesse dia anotei o que poderia acontecer com minhas Petrs: queda abaixo dos 34 me deixaria os papéis para lançar opções K; alta acima dos 34 e eu iria para o exercício com um lucro de 4,55% ou poderia ainda recomprar as opções ou rolar para um strike acima. Tudo - aparentemente - sob controle.
Os dias seguintes viriam me provar redondamente enganada. Mesmo com a aprovação de um pacote de medidas pelo congresso americano e montanhas de euros resgatando bancos europeus, o mercado simplesmente não respondia.
Em apenas uma semana a Bovespa tinha recuado -12,27% e o dolar ultrapassava a casa dos 2,00 reais.
Pense num investidor iniciante diante deste quadro. Pense numa pessoa que ouviu, no final de 2007, às vésperas do reveillon, que a Bovespa fecharia o ano acima dos 80000 pontos. Pensou?
Eu não. Não pensei em nada. Procurei com todas as forças manter a calma, a serenidade e - poque não - a esperança. No pior das hipóteses, citando o filósofo Valair, ficaria para o longo prazo.
Porém, nada, mas nada mesmo, poderia ter me preparado para O Dia do Fim do Mundo!
A Bolsa de Valores da Vida
Friday, November 7th, 2008 | Sobre a Bolsa e a Vida | 6 Comments
A maior crise que o mercado financeiro vivenciou nas últimas décadas está acontecendo bem debaixo dos nossos narizes. Foram 6 circuit breakers até agora, sendo que 2 aconteceram no mesmo dia. Quem permaneceu no mercado está vivendo e fazendo História. Eu estou. E gostaria de partilhar com vocês o que esta experiência tem me ensinado.
Gostaria também de dizer que me sinto previlegiada por ter entrado justamente agora. Mesmo com todas as perdas. Se tivesse entrado no começo do ano teria ganhado dinheiro. Errando ou acertando, comprada ou vendida. Mas não teria entendido o porque. Estar no mercado agora exige muito mais disciplina, estratégia e conhecimento do investidor. Tenho aprendido muito. Sobre a Bolsa e sobre a Vida.
A Bolsa de Valores é um investimento de risco. A Vida também é. E nós gostamos de estabilidade, certo? Afetiva, profissional e financeira. Não gostamos de levar sustos. Mas pense num paciente de UTI, ligado a um monitor cardíaco. O que acontece quando soa aquele apito longo e a linha do monitor fica retinha? Nós sabemos o que acontece.
Se você não corre riscos terá bastante estabilidade. Sim, desse tipo que mencionei aí em cima. Para ganhar é preciso arriscar alguma coisa na Bolsa da Vida. Siga as mesmas regras do mercado financeiro: não aposte o que não pode perder, se o barco estiver afundando não reze, abandone-o, não tenha a goela grande e saiba a hora de assumir o prejuízo. Prejuízo? Claro, é impossível ganhar sempre.
Aposte no longo prazo. Se você perdeu hoje, pode ter uma surpresa amanhã. Se está ganhando agora, saiba que um dia a maré muda e o gráfico de tendências aponta para baixo. Quando acontecer, espere. Pare, pense, se posicione. O importante é que, entre perdas e ganhos, o balanço do aprendizado feche positivo.
Tenha uma estratégia mas não morra agarrado à ela. Se errar é humano, permanecer no erro é burrice. Perdeu? Então alguma coisa que você fez não funcionou. Lembre-se que a culpa nunca é do mercado - ou da vida - mas sua, mesmo. Você pode - e tem que - mudar sempre. Se o mercado se recupera sozinho, a sua vida não. Há que se fazer um mínimo de esforço em causa própria. A felicidade não vai cair na cabeça de ninguém.
E acima de tudo, pratique stop-loss. Defina até onde você quer - ou aguenta - perder. Até aqui eu vou, daqui não passo. Conheça seus limites e deixe bem claro a todos que você os tem. Isso vale principalmente para relacionamentos. De amizade, profissionais, familiares e, claro, os amorosos. Quem não pratica stop-loss, não impõe seus limites ou não enxerga a hora de sair, corre o risco de perder muito. Ou tudo.
Por fim, para não se arruinar na Bolsa de Valores, a regra número zero é: não seja ganancioso. Na Bolsa da Vida, quebre essa regra com vontade todos os dias. Pense alto, sonhe muito, faça planos. Arrisque sempre. Cobice amor, saúde, felicidade, plenitude. Se o seu coração deseja é porque você merece.
E não saia cedo demais. Em tempos de grandes crises, os que se desesperam e jogam a toalha dificilmente voltam. Quem fica ganha a oportunidade da realização do lucro futuro. Na Bolsa, assim como na Vida, desistir é para sempre.
Ah, você prefere estabilidade?
Piiiiiiiiiiiiii……….
O Primeiro Circuit Breaker a Gente Nunca Esquece
Wednesday, November 5th, 2008 | Diário da Crise | 1 Comment
29 de setembro de 2008
Parecia um dia como outro qualquer. Não me lembro se chovia ou fazia sol, mas no horizonte nada indicava tempestade. Muito menos furacão.
Acordei e liguei o pc. O mercado caia, nada do outro mundo, nada diferente do que já estávamos acostumados a ver. Com um bolinho de Petrs na mão e algum dinheiro ainda na conta, me empolguei quando vi o preço do papel a 33,08. Falar em Petr a 33,00 hoje tem um gosto de bons e velhos tempos, mas no dia imaginei que o tão esperado fundo do poço não poderia estar longe. Sem dúvida nenhuma no coração, comprei mais. E vendi PetrJ36 pra por um troco no bolso. Preço médio baixando, eu feliz da vida.
Desliguei o pc e sai. Deus protege os ignorantes. Não me lembro o que fui fazer na rua, mas na volta passei no escritório de meu irmão. Quando bati na porta, lá de dentro ele gritou um “entra!” meio desesperado. Nem bom dia ou oi, como vai, apenas o dedo apontado para a televisão ligada na Bloomberg. Olha isso. Na tela, a notícia: o congresso americano havia votado contra o pacote de resgate do setor financeiro.
Quem desligou o ar do planeta?! Não sei se me sentei primeiro e me abanei depois ou vice-versa. Quem esperava por isso? Eu só repetia: não acredito, alguém vai fazer alguma coisa, não vão deixar o mundo quebrar. Meu irmão desligou o telefone depois de consolar um amigo que nos convidava para pularmos da ponte juntos e proferiu uma expressão que eu nunca tinha ouvido mas que se tornaria tão familiar nos dias vindouros.
Circuit o quê? Quarenta minutos depois da minha compra de Petr a 33,00 a Bovespa fechava com queda de mais de 10%. Na sala um clima de 11 de setembro. E, agora José? Eu só conseguia pensar: eles não vão deixar, alguém vai fazer alguma coisa.
Enquanto meu dinheiro derretia e eu não sabia se ria ou se chorava, um estranho frio na barriga, mistura de desespero e excitação, me dizia que eu vivia um momento histórico. Mal sabia eu que muitos outros “dias do fim do mundo” viriam.
Porém, graças a Deus, ao contrário das Torres Gêmeas, o mercado cai mas também sobe.




