pânico

Começa a Aventura

Sunday, November 9th, 2008 | Diário da Crise | 2 Comments

30 de Setembro de 2008

É como sempre digo e morrerei dizendo: tudo passa nessa vida. Até pânico no mercado.

Depois do caos os ânimos amanheceram mais calmos. Algum tipo de solução começava a se esboçar e todos sabiam que providências seriam tomadas pelo governo americano e de outros países para não deixar o mundo quebrar.

Já que o mercado parecia se recuperar e as ações da Petrobrás continuavam cruzadas nas MM - e eu já estava em Petr até o pescoço - comprei mais um pouco. Nem imaginava o que ainda estava por vi, um verdadeiro rally de altas e baixas astronômicas, e pensei que colocar meu dinheiro num papel tão forte não representava risco quase nenhum. Como de hábito, vendi calls: PetrJ34.

O dinheiro entrou, mas eu estava pocisionada num strike perigosamente perto do meu preço médio no papel. Então adotei algo que me ajudaria demais nos dias caóticos que estavam por vir: num caderninho eu anotava cada operação, o que passava pela minha cabeça quando havia feito, os possíveis resultados e o que eu poderia fazer se o mercado subisse, caisse ou andasse de lado. E é graças a esse caderninho que esse blog está sendo escrito.

Nesse dia anotei o que poderia acontecer com minhas Petrs: queda abaixo dos 34 me deixaria os papéis para lançar opções K; alta acima dos 34 e eu iria para o exercício com um lucro de 4,55% ou poderia ainda recomprar as opções ou rolar para um strike acima. Tudo - aparentemente - sob controle.

Os dias seguintes viriam me provar redondamente enganada. Mesmo com a aprovação de um pacote de medidas pelo congresso americano e montanhas de euros resgatando bancos europeus, o mercado simplesmente não respondia.

Em apenas uma semana a Bovespa tinha recuado -12,27% e o dolar ultrapassava a casa dos 2,00 reais.

Pense num investidor iniciante diante deste quadro. Pense numa pessoa que ouviu, no final de 2007, às vésperas do reveillon, que a Bovespa fecharia o ano acima dos 80000 pontos. Pensou?

Eu não. Não pensei em nada. Procurei com todas as forças manter a calma, a serenidade e - poque não - a esperança. No pior das hipóteses, citando o filósofo Valair, ficaria para o longo prazo.

Porém, nada, mas nada mesmo, poderia ter me preparado para O Dia do Fim do Mundo!

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